The Lettuce Hospital, by Pedro Chagas Freitas [EN/PT/SP]

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(Edited)

[EN]

Hello friends, today I'm going to present another book that I read and loved.

I just finished reading The Lettuce Hospital, by Pedro Chagas Freitas, and I feel I really needed to write about this experience, because this book moved me in a very quiet, but profound way. It wasn't a quick read for me, nor one of those you read without stopping; rather, it was a book to read slowly, to pause, to breathe, and then continue. From the first pages, I realized it wasn't going to be just any story, one of those that you forget after a short time. To this day, I feel that something in me has changed it's a mixture of feelings that made me think with each page I read.
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Honestly, while reading, I saw myself in many ideas, in many feelings, and that made me uncomfortable at times, but at the same time very grateful. This book forces us to stop and look inside, even when we're not ready for it. It doesn't tell the story in an obvious way, nor does it hand everything over on a silver platter, and I think that's part of the magic. There are phrases that seem simple, but they echo in your head for days, and I still have many questions in mind that this book raises it's truly extraordinary.

Finishing this book gave me a strange feeling, as if something had changed, even though I can't explain exactly what. It's not a book that ends when you turn the last page. It stays with us, in the small things of the day, in conversations, in silences, and even in the most unexpected thoughts. I felt that it made me question choices, priorities, and the way I see the people around me, so I say something in me has changed, and I feel it's for the better after reading this book.

Pedro Chagas Freitas' writing is very intimate, almost as if someone were speaking directly to us, without filters. At various points, I had the feeling that the book knew things about me that I myself avoid thinking about. And that's not easy, but it's necessary. It's not a heavy book in a negative sense, but it's emotionally intense, and I think you need to be open to feeling it. It's something that stirs our emotions we identify with many things that this book presents to us during the reading.

After finishing The Lettuce Hospital, I felt like calling important people, saying things that sometimes go unsaid, and valuing small gestures more. This book reminds us that life is fragile, but also beautiful, and that we often forget this in the rush of daily life. It's truly a book I recommend reading; after reading this book, we will never be the same again, I'm sure, and I speak from personal experience.
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In my opinion, I don't recommend this book to those looking for just light entertainment, but I highly recommend it to those who are willing to feel, to reflect, and to emerge a little different from who they were before starting to read. For me, it was a remarkable experience, one of those that stays with you, and I'm sure that one day I will return to these pages, because there are books that you don't read just once.

And I personally feel that this was one of those books that arrives at the right time, even when you least expect it. I don't know if this book will touch everyone in the same way, but it made me more attentive, more human, and more willing to live with the truth. Closing this book was like closing a cycle, knowing that something remained inside. And that, for me, is a sign of a reading that was truly worthwhile, without haste, without noise, just with words that linger, even after the silence. It's a book I recommend calmly, with time, and with an open heart, because the experience continues after the end, because the word I have after reading this book is simply extraordinary in every aspect.
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[PT]

Olá amigos vou hoje aqui apresentar outro livro que li e que adorei.

Acabei de ler O Hospital de Alfaces, do Pedro Chagas Freitas, e sinto que precisava mesmo de escrever sobre esta experiência, porque este livro mexeu comigo de uma forma muito silenciosa, mas profunda. Não foi uma leitura rápida para mim, nem daquelas que se leem sem parar, foi antes um livro para ler devagar, para pousar, para respirar, e depois continuar. Desde as primeiras páginas percebi que não ia ser uma história qualquer, daquelas que se esquecem passado pouco tempo, ainda hoje sinto que algo em mim mudou é um misto de sentimentos que me fizeram pensar a cada página que eu lia o livro.

Sinceramente enquanto lia, fui-me revendo em muitas ideias, em muitos sentimentos, e isso deixou-me desconfortável em alguns momentos, mas ao mesmo tempo muito grato. Este livro obriga-nos a parar e a olhar para dentro, mesmo quando não estamos preparados para isso. Não conta a história de forma óbvia, nem entrega tudo de bandeja, e acho que isso faz parte da magia. Há frases que parecem simples, mas ficam a ecoar na cabeça durante dias e eu ainda tenho na minha mente muitas questões que este livro nos coloca, é mesmo extraordinário.

Terminar este livro deu-me uma sensação estranha, como se algo tivesse mudado, mesmo que eu não saiba explicar exatamente o quê. Não é um livro que acaba quando viramos a última página. Ele continua connosco, nas pequenas coisas do dia, nas conversas, nos silêncios, e até nos pensamentos mais inesperados. Senti que me fez questionar escolhas, prioridades e a forma como vejo as pessoas à minha volta, por isso digo algo em mim mudou e sinto que para melhor após ler este livro.

A escrita do Pedro Chagas Freitas é muito próxima, quase como se alguém estivesse a falar connosco diretamente, sem filtros. Em vários momentos tive a sensação de que o livro sabia coisas sobre mim que eu próprio evito pensar. E isso não é fácil, mas é necessário. Não é um livro pesado no sentido negativo, mas é intenso emocionalmente, e acho que é preciso estar disponível para o sentir, e é algo que mexe com as nossas emoções, nós identificamo-nos em muitas coisas que este livro nos presenteia na leitura.

Depois de terminar O Hospital de Alfaces, fiquei com vontade de ligar a pessoas importantes, de dizer coisas que às vezes ficam por dizer, e de dar mais valor a pequenos gestos. Este livro lembra-nos que a vida é frágil, mas também bonita, e que muitas vezes nos esquecemos disso no meio da correria do dia a dia, é realmente um livro que aconselho a ler, depois de se ler este livro nunca mais seremos os mesmos tenho a certeza e falo por experiência própria.

Na minha opinião eu não recomendo este livro a quem procura apenas entretenimento leve, mas recomendo muito a quem esteja disposto a sentir, a refletir e a sair um pouco diferente daquilo que era antes de começar a leitura. Para mim, foi uma experiência marcante, daquelas que ficam guardadas, e tenho a certeza de que um dia vou voltar a estas páginas, porque há livros que não se leem só uma vez.

E eu pessoalmente sinto que este foi um desses livros que chegam num momento certo, mesmo quando achamos que não estamos à espera. Não sei se este livro vai tocar todas as pessoas da mesma forma, mas a mim deixou-me mais atento, mais humano, e com mais vontade de viver com verdade. Fechar este livro foi como fechar um ciclo, sabendo que algo ficou cá dentro. E isso, para mim, é sinal de uma leitura que realmente valeu a pena, sem pressas, sem ruído, apenas com palavras que ficam, mesmo depois do silêncio. É um livro que recomendo com calma, com tempo, e com o coração aberto, porque a experiência continua depois do fim, porque a palavra que tenho após ler este livro é simplesmente extraordinário em todos os aspectos.
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[SP]

Hola amigos, hoy les presento otro libro que leí y me encantó.

Acabo de terminar de leer "El Hospital de la Lechuga", de Pedro Chagas Freitas, y siento que necesitaba escribir sobre esta experiencia, porque me conmovió de una manera muy tranquila, pero profunda. No fue una lectura rápida, ni de esas que se leen sin parar; más bien, fue un libro para leer despacio, para hacer una pausa, para respirar y luego continuar. Desde las primeras páginas, me di cuenta de que no iba a ser una historia cualquiera, de esas que se olvidan al poco tiempo. Hasta el día de hoy, siento que algo dentro de mí ha cambiado; es una mezcla de sentimientos que me hacían reflexionar con cada página.

Sinceramente, mientras leía, me vi reflejada en muchas ideas, en muchos sentimientos, y eso me incomodó a veces, pero a la vez me hizo sentir muy agradecida. Este libro nos obliga a detenernos y mirar hacia dentro, incluso cuando no estamos preparados. No cuenta la historia de forma obvia, ni lo entrega todo en bandeja de plata, y creo que eso es parte de la magia. Hay frases que parecen simples, pero resuenan en la cabeza durante días, y todavía tengo en mente muchas preguntas que este libro plantea; es realmente extraordinario.

Terminar este libro me produjo una extraña sensación, como si algo hubiera cambiado, aunque no puedo explicar exactamente qué. No es un libro que termina al pasar la última página. Permanece con nosotros, en las pequeñas cosas del día a día, en las conversaciones, en los silencios e incluso en los pensamientos más inesperados. Sentí que me hizo cuestionar decisiones, prioridades y la forma en que veo a las personas que me rodean, así que digo que algo en mí ha cambiado, y siento que es para mejor después de leer este libro.

La escritura de Pedro Chagas Freitas es muy íntima, casi como si alguien nos hablara directamente, sin filtros. En varios momentos, tuve la sensación de que el libro sabía cosas sobre mí que yo mismo evito pensar. Y eso no es fácil, pero es necesario. No es un libro pesado en un sentido negativo, pero sí emocionalmente intenso, y creo que hay que estar abierto a sentirlo. Es algo que nos conmueve; nos identificamos con muchas cosas que este libro nos presenta durante la lectura.

Después de terminar El Hospital de la Lechuga, me dieron ganas de llamar a personas importantes, decir cosas que a veces no se dicen y valorar más los pequeños gestos. Este libro nos recuerda que la vida es frágil, pero también hermosa, y que a menudo lo olvidamos con el ajetreo de la vida diaria. Es realmente un libro que recomiendo leer; después de leerlo, nunca volveremos a ser los mismos, estoy seguro, y hablo por experiencia propia.

En mi opinión, no recomiendo este libro a quienes buscan solo entretenimiento ligero, pero sí a quienes estén dispuestos a sentir, reflexionar y emerger un poco diferentes de quienes eran antes de empezar a leer. Para mí, fue una experiencia memorable, de esas que se quedan grabadas en la memoria, y estoy segura de que algún día volveré a estas páginas, porque hay libros que no se leen solo una vez.

Y personalmente, creo que este es uno de esos libros que llegan en el momento justo, incluso cuando menos lo esperas. No sé si este libro conmoverá a todos por igual, pero me hizo más atenta, más humana y más dispuesta a vivir con la verdad. Cerrar este libro fue como cerrar un ciclo, sabiendo que algo quedaba dentro. Y eso, para mí, es señal de una lectura que realmente valió la pena, sin prisas, sin ruido, solo con palabras que perduran, incluso después del silencio. Es un libro que recomiendo con calma, con tiempo y con el corazón abierto, porque la experiencia continúa después del final, porque la palabra que tengo después de leer este libro es simplemente extraordinaria en todos los aspectos.

All the images in this post are from my book, and the post itself is based on my personal experience reading it.



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