The Clock Tower
He was chopping wood when his mother asked him to go to town to buy a few things for Christmas dinner. He took a deep breath and said yes, even though he had no desire to leave. The morning was cold since it had snowed all night, covering the house’s backyard lawn with a thin layer of snow. The day was beautiful, with sunlight illuminating the trees, but in his heart, he felt the looming presence of a quiet sadness, disguised as nostalgia.
It had been two years since he last visited his hometown, but whenever he did, he spent most of his time at his mother’s house—either chopping wood in the backyard or talking with her and his sister. He avoided going downtown as much as possible because that was where the memories he desperately wanted to escape resided. He hated feeling nostalgic. But that’s a feeling no one can avoid for too long.
That morning, when his mother asked him to go to the city center, he knew the feeling would be waiting for him atop the famous clock tower. Every one of those diners would remind him of his old high school friends. He already felt the weight of anticipation as he sat in the car, gripping the steering wheel, waiting for something—he didn’t know what—to finally start the engine. "This is ridiculous," he muttered to himself. "I’m 32 years old. How can something that happened 14 years ago still affect me this much?" The only response was the echo of silence, soon interrupted by the rumble of his father’s old pickup truck.
When he reached the main avenue, he didn’t feel as bad as he had expected. He thought maybe he had finally left it all behind, which brought a faint smile to his face. But upon arriving at the market to buy the items from his mother’s list, he ran into an old friend—someone who, nowadays, meant nothing to him.
“Jeremy, it’s been so long! How are you?” John asked.
“Hey… John. I’m good, and you?”
“I’m good too. Are you here to spend Christmas with your mother?”
“Yes. I am.”
At that moment, silence filled the market as they looked at each other.
“Well, I should get going,” John finally said, visibly uncomfortable.
“Goodbye,” Jeremy replied, heading toward the freezer where the beers were kept.
Jeremy and John had been great friends in high school, but fate had played one of the cruelest tricks it could on two friends—making them fall in love with the same woman. There was no way either of them could come out of it unscathed. But for Jeremy, it had been worse because she had chosen John.
Those were difficult years, especially the first one, when they started dating. Jeremy distanced himself, wanting no contact with either of them. They both knew how he felt. John hadn’t exactly betrayed him—after all, how can you deceive the heart?—but he had always known about Jeremy’s feelings and hadn’t made much effort to avoid getting closer to Cecília. And she knew it too. Cecília had deliberately brushed her hand against Jeremy’s dozens of times… They had shared long looks, she had given him all the signs… But in the end, she had chosen John. And that was something Jeremy never understood, even though he no longer dwelled on it like before.
John and Cecília’s relationship lasted three years. Although Jeremy had stayed away during the first year, he later spent time with them, seemingly at ease. It was never quite the same, but he wanted to show that he was fine, that he didn’t care anymore. But that wasn’t true, and Cecília knew it. She just didn’t do anything about it. She was a mystery.
When they broke up—not for any particular reason, but simply because she didn’t want to continue—Cecília went looking for Jeremy that same day. He remembered standing in front of the clock tower when she appeared, running, and stopped when she saw him, breathless. That day, she told him that she had always loved him, that she had spent those years with John but realized he wasn’t the love of her life—Jeremy was. She kissed him, and he kissed her back. And together, they entered the clock tower and made love. But after that day, she never spoke to Jeremy again.
Not long after their night in the clock tower, Cecília left town. The timing coincided with the end of high school, and all anyone knew was that she had gone to live with her grandparents in Germany. He spent eleven years without any news of her—until five years ago when he received a follow request from her on Instagram. He ignored it.
And now, here he was, standing in the market, thinking that of all the people from high school he could have run into, it had to be John.
He paid for the groceries and walked to his car, drinking his beer. As he got in, he glanced at the clock tower. He took a deep breath—not in sadness or drama, but with the certainty that nostalgia was a truly inconvenient feeling.
Images: Gpt AI, Leonard AI.
Portuguese
Estava cortando a lenha quando sua mãe lhe pediu para ir até a cidade comprar algumas coisas para ceia de Natal. Respirou fundo e respondeu que sim, embora não tivesse a mínima vontade de sair. A manhã estava fria, pois tinha passado a madrugada inteira nevando, o que deixou o gramado do quintal da casa todo coberto de uma fina neve. O dia estava bonito, com a luz do sol iluminando as árvores, mas em seu coração, ele sentia a ameaça de uma pequena tristeza, disfarçada de nostalgia.
Fazia 2 anos que não visitava sua cidade de nascença e criação, mas sempre que ia, passava a maior parte do tempo na casa de sua mãe, seja cortando lenha no quintal, seja conversando com ela e sua irmã. Evitava ao máximo ir ao centro, pois era lá que residiam memórias que preferia evitar com toda a força; odiava sentir nostalgia. Mas, esse é um sentimento que uma pessoa não consegue evitar por muito tempo.
Naquela manhã, quando sua mãe lhe pediu para ir até o centro da cidade, ele sabia que o sentimento estaria lá esperando por ele em cima da famosa torre do relógio. E cada uma daquelas lanchonetes lhes lembraria seus antigos amigos do ensino médio. Ela já sofria por antecipação, sentado dentro do carro segurando o volante, esperando algo que não sabia, para poder dar a partida. ‘’Isso é ridículo’’ falou sozinho. ‘’Tenho 32 anos, como posso deixar que algo que aconteceu a 14 anos atrás ainda me afete tanto?’’ O que ouviu como resposta foi o eco do silêncio, que logo foi interrompido pelo ronco da picape antiga de seu pai.
Quando chegou na avenida principal, não se sentiu tão mal como imaginava que iria se sentir. Pensou que talvez tivesse deixado tudo para trás afinal, o que lhe deixou com um meio sorriso no rosto. Mas, ao chegar no mercado para comprar a lista de coisas que sua mãe pediu, reencontrou um velho amigo, que hoje em dia já não é mais nada.
‘’Jeremy, quanto tempo, como está?’’ Perguntou John
‘’Oi… John, tô bem e você?’’
‘’Estou bem também, veio passar o Natal com sua mãe?’’
‘’Sim. Vim sim.’’
Nesse momento, um silêncio se estabeleceu no mercado enquanto ambos se olhavam.
‘’Bem, eu vou indo’’ Disse por fim John, visivelmente constrangido.’’
‘’Adeus’’ Respondeu Jeremy, indo em direção ao freezer onde ficavam as cervejas.
Jeremy e John tinham sido grandes amigos no ensino médio, mas o destino tratou de fazer uma das piores brincadeiras que se podem fazer com dois amigos: fazer com que se apaixonem pela mesma mulher. Não tinha como nenhum sair ileso disso. Mas, para Jeremy foi um pouco pior, pois ela havia escolhido John.
Foram anos difíceis, principalmente o primeiro, em que ambos assumiram um relacionamento. Jeremy se manteve afastado, não queria contato com nenhum dos dois. Pois ambos sabiam de seus sentimentos. Não significa que John sacaneou Jeremy, afinal, como tapear o coração? Mas ele sempre soube de seus sentimentos, e mesmo assim, não fez muito esforço para evitar a aproximação de Cecília. A propósito, ela também sabia. Cecília havia encostado na mão dele propositalmente dezenas de vezes… Ambos já tinham conversado olhos nos olhos, ela deu todos os sinais… Mas no fim, foi para John que ela foi. E isso é algo que Jeremy nunca conseguiu entender, embora não pensasse mais nisso como antes.
O namoro de John e Cecília durou 3 anos, e embora Jeremy tivesse se mantido afastado no primeiro ano, conviveu com eles com uma aparente tranquilidade nos anos seguintes. Embora não fosse a mesma coisa que antes, Jeremy queria demonstrar que estava bem e que não se importava mais. Mas, isso não era verdade, e é algo que Cecília sabia, mas não fazia nada a respeito. Ela era um mistério.
Quando eles se separaram, sem nenhum motivo específico, mas simplesmente porque ela não quis mais, no mesmo dia Cecília foi procurar Jeremy. Ele lembra de está em frente a torre do relógio quando ela apareceu correndo e parou quando o viu, ofegante. Naquele dia, ela havia dito a ele que na verdade sempre o amou, que tinha passado esse tempo com John mas que percebeu que ele não era o amor da vida dele, mas que Jeremy era. Ela o beijou, e ele correspondeu. E juntos eles entraram na torre do relógio e fizeram amor. Mas, depois daquele dia, ela nunca mais falou com Jeremy.
Não demorou muito para que Cecília saísse da cidade depois da noite de amor na torre do relógio. O evento coincidiu com o fim do ensino médio, e o que ficaram sabendo, é que ela tinha ido morar com os avós na Alemanha. Ele passou 11 anos sem nenhuma notícia dela, até que cinco anos atrás, Jeremy recebeu uma solicitação para ser seguido no Instagram por ela, mas ignorou. E agora ele estava ali, parado no mercado, pensando que de todas as pessoas que ele poderia se encontrar da época de escola, se encontrou longo com John.
Pagou as compras e foi em direção ao carro bebendo sua cerveja, ao entrar no carro, deu uma olhada de relance na torre do relógio. Respirou fundo, sem tristeza ou drama. Mas, com a certeza de que a nostalgia era um sentimento muito inconvenient.
Obrigado por promover a comunidade Hive-BR em suas postagens.
Vamos seguir fortalecendo a Hive
Bzzzrrr, que história emotiva! A nostalgia é uma emoção poderosa, não é?
#hivebr
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Very good story. Nostalgia is a strange sensation, but if managed properly, it can be very useful for motivating us and can help make sense of our past, guiding us through the present and into the future. Best regards.
Cecilia sounds like trouble, he's better off without her. Hopefully he can let go of her eventually...
!PIZZA !ALIVE !LOL
lolztoken.com
It was clear from the gecko.
Credit: reddit
@aiuna, I sent you an $LOLZ on behalf of wrestlingdesires
(8/8)
It's true. I think, deep down, he got over it, but returning to the city make the scar burnning.
$PIZZA slices delivered:
@wrestlingdesires(2/15) tipped @aiuna
Moon is coming
Love triangles that don't end well, and in the end, everyone is left alone and lost in the nostalgia of those times when they were momentarily happy. A very entertaining story to read.
Thanks for sharing your story with us.
Good day.
I'm glad you liked it. Thank you (:
Thank you!
Being back home doesn't always mean being safe. Unfortunately for Jeremy, flashbacks and unexpected encounters were a nightmarish nostalgia.
It definitely wasn't easy for him.