Are you smart enough?

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This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.

When we talk about movies (in a globalized context), one of the things I really enjoy watching is a project that makes me think "outside the box". I simply love scripts that challenge my concept of logic without resorting to demagoguery. In general, I find this type of approach in more alternative movies and those produced by independent studios. On the other hand, more commercial movies also sometimes surprise me. This ends up being somewhat "unusual", since the vast majority of these movies are still produced in Hollywood.

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Adobe Stock

However, in recent years (especially), I've noticed a new and "peculiar" way of writing the scripts for these projects. Basically, either the plot is very "complex" (to the point of branching out into different perspectives and offering the audience a consistent opening for excessive multiple interpretations) or the characters bring their personal baggage without showing much depth (thus inciting all the excess of arguments and ideas). Suddenly, the audience is faced with a jumble of concepts, ideas, and thoughts that seem to make no sense.

This makes me wonder if screenwriters always really know what they're doing or if they're just trying to be "smarter" than everyone else. You must have watched a movie where everything seems so confusing that you don't really have a complete understanding of what you've seen... But what about the screenwriters, did they really understand everything they wrote, or are they just good at disguising their arrogance? I don't have that answer, but I believe the challenge should make the audience reflect and become "unnecessarily confused".

Challenging and complex movies always pique my curiosity, but when things start to exceed a point where everything becomes inexplicably more complex, there's no way to defend that need (which is commonly irrelevant, bringing only a much less daring impact through a poorly explained branching of ideas). In other words, it's as if screenwriters are challenging our logic with very empty arguments. In this way, they "transfer" all the blame for not understanding a movie to those who aren't smart enough.

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Yes, I know that cinema can (and should) be as subjective as any other type of art... What I really don't understand is the incessant need to tell complex stories without the necessary aspects for the audience to understand what they are watching. Of course, many movies need to be watched more than once so that all the details (at least the most important ones) are noticed and understood, but when everything becomes excessive, the tendency is for the project to become so pretentious that it becomes uninteresting, or even bad.


¿Eres lo suficientemente inteligente?

Cuando hablamos de cine (en un contexto globalizado), una de las cosas que más disfruto ver es un proyecto que me haga pensar “fuera de la caja”. Me encantan los guiones que desafían mi lógica sin recurrir a la demagogia. En general, encuentro este tipo de enfoque en películas más alternativas y de estudios independientes. Por otro lado, las películas más comerciales también me sorprenden a veces. Esto resulta un tanto “inusual”, ya que la gran mayoría de estas películas todavía se producen en Hollywood.

Sin embargo, en los últimos años (sobre todo), he notado una forma nueva y “peculiar” de escribir los guiones de estos proyectos. Básicamente, o bien la trama es muy “compleja” (hasta el punto de diversificarse en diferentes perspectivas y ofrecer al público una oportunidad constante para múltiples interpretaciones), o bien los personajes traen su bagaje personal sin mostrar mucha profundidad (lo que incita a un exceso de argumentos e ideas). De repente, el público se encuentra con una maraña de conceptos, ideas y pensamientos que parecen no tener sentido.

Esto me hace preguntarme si los guionistas siempre saben realmente lo que hacen o si simplemente intentan ser más “inteligentes” que los demás. Seguro que has visto alguna película donde todo parece tan confuso que no entiendes del todo lo que has visto... Pero ¿qué pasa con los guionistas? ¿Entendieron realmente todo lo que escribieron o simplemente son buenos disimulando su arrogancia? No tengo la respuesta, pero creo que el desafío debería hacer reflexionar al público y “confundirlo innecesariamente”.

Las películas desafiantes y complejas siempre despiertan mi curiosidad, pero cuando las cosas llegan a un punto en el que todo se vuelve inexplicablemente más complejo, no hay forma de defender esa necesidad (que suele ser irrelevante, y solo aporta un impacto mucho menos audaz mediante una ramificación de ideas mal explicada). En otras palabras, es como si los guionistas desafiaran nuestra lógica con argumentos vacíos. De esta manera, "trasladan" toda la culpa de no entender una película a quienes no son lo suficientemente inteligentes.

Sí, sé que el cine puede (y debe) ser tan subjetivo como cualquier otro tipo de arte... Lo que realmente no entiendo es la incesante necesidad de contar historias complejas sin los aspectos necesarios para que el público entienda lo que está viendo. Claro que muchas películas necesitan verse más de una vez para que se perciban y comprendan todos los detalles (al menos los más importantes), pero cuando todo se vuelve excesivo, la tendencia es que el proyecto se vuelva tan pretencioso que pierda interés, o incluso sea malo.


Você é inteligente o suficiente?

Quando falamos sobre filmes (num contexto globalizado), uma das coisas que eu realmente gosto de assistir, é aquele projeto que me faz pensar “fora da caixa”. Eu simplesmente adoro roteiros que desafiam o meu conceito de lógica, sem fazer nenhum tipo de demagogia. Em geral, eu encontro esse tipo de abordagem nos filmes mais alternativos e com a produção feita por estúdios independentes. Por outro lado, filmes mais comerciais também às vezes me surpreendem. Isso acaba sendo algo até “inusitado”, uma vez que a grande maioria desses filmes ainda são produzidos em Hollywood.

No entanto, nos anos mais recentes (em especial), eu já venho notando uma nova e “peculiar” maneira de escrever os roteiros desses projetos. Basicamente, ou a trama é muito “complexa” (a ponto de ser ramificada em diferentes prismas e oferecer ao público uma brecha consistente para múltiplas interpretações em excesso) ou os personagens trazem as suas bagagens pessoais sem mostrar tanto aprofundamento (incitando então todo o excesso de argumentos e ideias). De repente, o público está diante de um amontado de conceitos, ideias e pensamentos que parecem não fazer sentido.

Isso me faz pensar se os roteiristas sempre sabem realmente o que eles estão fazendo ou se eles estão apenas tentando ser mais “inteligentes” do que o restante das outras pessoas. Você já deve ter assistido a algum filme onde tudo parece ser tão confuso, que você realmente não tem uma compressão completa sobre o que foi assistido... Mas e os roteiristas, será que eles realmente entenderam tudo o que eles escreveram, ou eles apenas são bons em disfarçar à sua soberba? Eu não tenho essa resposta, mas eu acredito que o desafio deve fazer o público refletir e ficar “gratuitamente confuso”.

Filmes desafiadores e complexos sempre aguçam a minha curiosidade, mas quando as coisas começam a exceder uma faixa onde tudo realmente se torna inexplicavelmente mais complexo, não há como defender essa necessidade (que é comumente irrelevante, trazendo apenas um impacto muito menos ousado por uma ramificação de ideias pobremente explicada). Em outras palavras, é como se roteiristas estivessem desafiando à nossa lógica com argumentos bem vazios. Desse jeito, eles “transferem” toda à culpa pela não compreensão de algum filme para quem não é espero o suficiente.

Sim, eu sei que o cinema pode (e deve) ser tão subjetivo quanto qualquer outro tipo de arte... O que eu realmente não entendo é a incessante necessidade de contar histórias complexas sem os devidos aspectos para que o público consiga entender o que está sendo assistido. É claro que muitos filmes precisam ser assistidos por mais uma vez para que todos os detalhes (ao menos os mais importantes) sejam notados e compreendidos, mas quando tudo se torna um exagero, a tendência é que esse projeto se torne em algo prepotente a ponto de se tornar desinteressante, ou até mesmo ruim.

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Interesante análisis el que nos muestras. Creo que es un tema complejo, mucho más en los tiempos actuales donde la superficialidad emana en el consumismo globalizado.
¡Abrazos!

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Sin duda, la superficialidad de la nueva generación es algo muy corrosivo (a diferentes niveles).

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I love watching a movies that makes me think outside the box. it's really helpful when a movie makes you ask some questions and challenges your perspective. I also appreciate when a movie is based on a true life story, which is inspiring.

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Maybe then the Devil's plan on Netflix is something for you. It is a non scripted show in Korea, in which the participants have the figure out the rule of the game, have lots of mini games and elimination rounds. You just can't watch without thinking about strategies and solutions for a puzzle. They have 2 season already available and if I am not mistaken the third will be launched mid February.

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