Why are long movies (especially) boring for the new generation?

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This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.

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Thred

In a society that will be massively composed of increasingly impatient people who consume products quickly, the so-called Generation Z stands out as a potential problem, at least when we talk about movie appreciation. This is something that particularly interests me, because the future of cinema tends to depend on these individuals (although not in their entirety), who have a "distorted" view of the Seventh Art.

I know that generalizing an entire generation would be a brutal mistake, but it is a fact that a good portion of these citizens are focused on "optimizing" their time. This wouldn't be a bad thing if it were done correctly. Not long ago, I had the displeasure of overhearing a brief conversation between some teenagers on the subway, where they said they watched movies and TV series at double speed to avoid wasting time and also to avoid getting bored.

Honestly, it's impossible to measure the extent of my frustration at hearing such talk, and it's precisely the future of cinema that depends on many of these individuals (whether in front of or behind the cameras, as producers or consumers of these types of products). It seems frightening to me that in a few years, the structure of movies will change only to favor the "appreciation" of this generation that has a "peculiar" way of consuming what needs feeling.

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The Daily Beast

Within this scenario, it's interesting to discuss, for example: why are long movies (especially) boring for the new generation? I can't say I have the right answer to this question, but I believe it must have some connection with the behavioral aspect of the new generation, which is increasingly impatient and consumerist at levels never seen before. Everything has to be now, and consumption seems to be only quantitative... No longer qualitative.

Therefore, a 120 or 150-minute movie ends up becoming "boring" and "uninteresting" not because of what it represents, but because of its length. This conclusion is equivalent to judging a book by its cover, which almost always shows how a person can think in such misguided ways. Even entertainment cinema needs to have a narrative construction (albeit brief), and longer movies tend to do this precisely to build the bridge.

It seems to me that the longer the movie, the more scattered these consumers become. This ends up impacting the entire audiovisual experience being watched. Not that this means anything to these people (who tend to be driven by the frenzy of the most explosive events, in broad senses), and that's precisely where the "dilemmas" lie, because the "new phase" of cinema will be composed of part of a generation that is evolving erroneously.


¿Por qué las películas largas son (especialmente) aburridas para la nueva generación?

En una sociedad que estará compuesta masivamente por personas cada vez más impacientes que consumen productos rápidamente, la llamada Generación Z se perfila como un problema potencial, al menos en lo que respecta a la apreciación cinematográfica. Esto es algo que me interesa especialmente, porque el futuro del cine suele depender de estos individuos (aunque no en su totalidad), quienes tienen una visión "distorsionada" del Séptimo Arte.

Sé que generalizar a toda una generación sería un grave error, pero es un hecho que una buena parte de estos ciudadanos se centra en "optimizar" su tiempo. Esto no estaría mal si se hiciera correctamente. Hace poco, tuve el disgusto de escuchar una breve conversación entre unos adolescentes en el metro, donde decían que veían películas y series a toda velocidad para no perder el tiempo y también para no aburrirse.

Sinceramente, es imposible medir el alcance de mi frustración al escuchar tales comentarios, y es precisamente el futuro del cine el que depende de muchas de estas personas (ya sea delante o detrás de las cámaras, como productores o consumidores de este tipo de productos). Me asusta que, en unos años, la estructura del cine cambie solo para favorecer la "apreciación" de esta generación, que tiene una forma "peculiar" de consumir lo que necesita ser sentido.

En este escenario, es interesante debatir, por ejemplo: ¿por qué las películas largas son (especialmente) aburridas para la nueva generación? No puedo decir que tenga la respuesta correcta a esta pregunta, pero creo que debe tener alguna conexión con el aspecto conductual de la nueva generación, cada vez más impaciente y consumista a niveles nunca antes vistos. Todo tiene que ser ahora, y el consumo parece ser solo cuantitativo... Ya no cualitativo.

Por lo tanto, una película de 120 o 150 minutos termina siendo "aburrida" y "poco interesante" no por lo que representa, sino por su duración. Esta conclusión equivale a juzgar un libro por su portada, que casi siempre muestra cómo una persona puede pensar de forma tan errónea. Incluso el cine de entretenimiento necesita una construcción narrativa (aunque breve), y las películas más largas tienden a hacerlo precisamente para tender puentes.

Me parece que cuanto más larga es la película, más dispersos se vuelven estos consumidores. Esto termina impactando toda la experiencia audiovisual que se ve. No es que esto signifique nada para estas personas (que tienden a dejarse llevar por el frenesí de los eventos más explosivos, en sentido amplio), y ahí es precisamente donde residen los "dilemas", porque la "nueva fase" del cine estará compuesta por parte de una generación que está evolucionando erróneamente.


Por que filmes longos são (especialmente) entediantes para à nova geração?

Em uma sociedade que será massivamente composta por pessoas cada vez mais impacientes e que fazem o consumo rápido de produtos, a chamada Geração Z se destaca como um problema em potencial, ao menos quando nós falamos sobre apreciação cinematográfica. Isso é algo que particularmente me procura muito, porque o futuro do cinema tende a depender desses indivíduos (ainda que não em sua totalidade), que tem uma visão “deturpada” sobre a Sétima Arte.

Eu sei que generalizar toda uma geração seria um erro brutal, mas é um fato dizer que uma boa parte desses cidadãos tem o foco voltado para “otimização” do tempo. Isso não seria algo ruim, se fosse feito do jeito correto. Não faz muito tempo, e eu tive o desprazer de acompanhar uma breve conversa entre alguns adolescentes no metrô, onde eles diziam assistir a filmes e séries de TV com velocidade dobrada para não perder tempo e também, evitar de ficarem entediados.

Sinceramente, é impossível mensurar o tamanho da minha frustração ao ouvir tamanha conversa, e é precisamente o futuro do cinema que depende de muitos desses indivíduos (seja na frente ou atrás das câmeras, como produtores ou consumidores desses tipos de produtos). Me parece assustador que daqui há alguns anos, a estrutura dos filmes mude apenas favorecer a “apreciação” dessa geração que tem um modo “peculiar” de consumir o que precisa de sentimento.

Dentro desse cenário, é interessante discutir por exemplo: por que filmes longos são (especialmente) entediantes para à nova geração? Eu não posso dizer que tenho a resposta correta para essa pergunta, mas eu acredito que ela deva ter alguma conexão com o aspecto comportamental da nova geração, que está cada vez mais impaciente e consumista em níveis antes nunca vistos. Tudo tem que ser agora, e o consumo parece ser apenas quantitativo... Não mais qualitativo.

Sendo assim, um filme de 120 ou 150 minutos acaba se tornando “chato” e “desinteressante” não pelo que representa, mas pelo seu tempo de duração. Essa conclusão é equivalente a julgar um livro pela capa, o que quase sempre mostra como uma pessoa pode pensar de maneiras tão equivocadas. Até mesmo o cinema de entretenimento precisa ter uma construção narrativa (ainda que breve), e os filmes mais longos tendem a fazer isso justamente para construir a ponte.

Me parece que quanto mais longo é o filme, mas dispersos esses consumidores ficam. Isso acaba impactando em toda a experiência audiovisual que está sendo vista. Não que isso signifique alguma coisa para essas pessoas (que costumam ser movidas pelo frenesi dos acontecimentos mais explosivos, em amplos sentidos), e é justamente aí que os “dilemas” moram, porque a “nova fase” do cinema vai ser composta por parte de uma geração que está evoluindo erroneamente.

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It is the process that, IMHO, started much earlier, and you can date even to advent of television in 1950s and, undoubtedly, to introduction of home video in 1970s and 1980s.

The current standard of 80-120 minute feature film was actually established roughly a century ago, and had more to do with economy, ticket prices, time an average filmgoer could afford to be in cinema etc. than actual technology and culture.

Even before, longer films were something of a special cinema events reserved for most epic and most talked about films. Or very niche arthouse dramas.

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