Muito além dos Pets. Minha missão com os Gatos - Parte 2 🇧🇷🇺🇸
[PT]
Boa tarde a todos !!
Dando continuidade à minha série de postagens.
Primeiramente gostaria de me desculpar pela demora, a vida trouxe alguns desafios que tomaram muito do meu tempo.
Mas sem mais delongas, hoje vou falar do segundo membro desta família de 9 bichanos.
Esta é a Valentina !!
Seu nome já diz tudo, uma gata guerreira que tem uma história interessante , vamos a ela.
Esta gata, conhecida carinhosamente como “diabo branco” é filha da mais complicada e difícil gata que já tentei capturar, a Babu, que terá um capítulo próprio futuramente.
Meu primeiro contato com ela veio em um local diferente, uma escola de crianças, bem movimentada durante o dia.
Esperto como sou, deixo a calada da noite se instaurar para levar comida para os animais, visto que a população tende a ser bem agressiva com quem alimenta, confesso que somos tratados como bandidos.
Valentina era a gata mais travessa dos 6 irmãos, brincava, corria e se divertia dorante a noite, como eu dizia “tinha alegria nas patinhas”.
Porém, durante o dia, com a escola cheia de crianças, todos os gatos ficavam em um toldo que havia na entrada, de lá não saiam até que o ambiente estivesse vazio.
Fazia chuva ou sol e lá estava a família toda se equilibrando para não cair da superfície curva, que ficavam mais de 8 horas diárias.
Me cortava o coração olhar pela janela do meu prédio e ver os gatos lá, mesmo com o tempo ruim.
Uma bela noite, Valentina estava com sua animação habitual e pulou para o telhado da casa vizinha, casa esta que estava vazia a algum tempo.
Em um breve momento de euforia, ela escorregou e caiu do telhado, eu estava alimentando os gatos e vi de camarote a cena.
Valentina, ainda muito nova, agora estava longe de seus irmãos e mãe, não conseguia voltar para a escola e não deixava eu me aproximar para tentar resgata-la.
A casa tinha muro alto e mesmo eu pulando ela corria para um corredor onde eu não conseguia ter acesso.
E assim ficou, por 3 semanas seguidas.
Eu levava comida, deixava água, mas ainda sim escutava do meu apartamento os berros que ela dava a noite, miava muito alto, como se estivesse desesperada por não ter a companhia de sua família.
Pode parecer um tanto excessivo este comentário, mas, era a impressão que me dava toda vez que ela começava seu pedido de socorro noturno.
E eu e minha esposa éramos novatos no ramo de captura, não tínhamos ferramentas e nem meios que facilitassem tal procedimento.
Mas aprendemos uma dura lição, se quer capturar um gato, terá que fazê-lo passar fome, para que o desespero baixe sua guarda e você tenha êxito na captura.
E lá fomos nós, com pesar no coração deixamos de alimenta-la uma noite, e olha que ela reclamou muito viu rsrs.
O outro dia ela estava mais desesperada que o normal e já sabia que nossa presença era sinônimo de comida.
Ela começou a se aproximar , mesmo que relutante, o famoso um passo pra frente e dois para traz.
Eu e minha esposa pulamos o muro e fomos cercando e menina , eu com comida e minha esposa na retaguarda.
Eu um determinado momento ela chegou bem próxima e começou a comer, minha esposa, com uma habilidade que me surpreendeu, jogou uma coberta sobre o gato e pulou em cima dela como se fosse uma lutadora de luta livre, lembrando disso ainda me vem a risada de vê-la naquela situação rsrs.
Pois bem, havíamos vencido a pequena gata, agora ela estava segura em nossas mãos.
Começava ali a segunda parte da captura, o cuidado anterior à adoção.
Se me permitem prolongar a postagem, gostaria de relatar o processo, pois ele é o mais delicado e CARO.
Quando capturamos um gato o primeiro passo é a quarentena, leva-lo em um ambiente sem contato como com outros gatos para que passe a noite.
Na manhã seguinte, o veterinário é imprescindível, para já aliar a saúde geral do animal.
Com isso vem os exames clínicos e de sangue, vacinação, vermifugação, eventuais tratamentos e posterior castração (posso falar mais sobre isso futuramente)
Enfim ela estava pronta para ir para casa, um novo lar, conforto e comida em abundância.
É sabido que todo gato tem problemas com alterações na rotina, então era esperado que um gato de rua fosse arredio e tivesse um temperamento mais agressivo no início, e assim o foi, muitos tapas, arranhões , não deixava que chegássemos nem perto dela.
Assim nasceu seu apelido.
Os dias se passaram e tornaram-se semanas, que por sua vez viraram meses e ela continuava um gato muito bravo, notoriamente com medo do ser humano.
Via-se que ela havia sofrido um trauma naqueles dias sem comida.
A batalha perdurou por mais de 2 anos. Vagarosamente fomos acostumando a pequena raivosa ao contato humano e a receber afeto.
Hoje, passados mais de 6 anos, ela se tornou um gato que aceita melhor o contato, por vezes até pede uma coceira.
Mas, ainda assim, ao primeiro sinal de chuva ela corre para debaixo da cama.
Acredito que os gatos tenham uma memória melhor do imaginamos.
E essa foi a jornada da nossa segunda integra de da família, espero que tenham gostado.
Próxima postagem virá em dose dupla, terceiro e quarto membros da família, os “irmãos patrulha”
Agradeço imensamente a atenção,
[EN]
Good afternoon, everyone!
Continuing my series of posts.
First of all, I’d like to apologize for the delay—life threw some challenges my way that took up a lot of my time.
But without further ado, today I’m going to talk about the second member of this family of nine felines.
This is Valentina!
Her name says it all—a warrior cat with quite an interesting story. Let’s dive into it.
This little cat, affectionately nicknamed “white devil,” is the daughter of the most complicated and difficult cat I have ever tried to capture—Babu, who will have her own chapter in the future.
My first encounter with Valentina happened in an unusual place—a children’s school, which was quite busy during the day.
Being as clever as I am, I waited for the silence of the night to bring food to the animals, since people tend to be quite aggressive toward those who feed strays. I must confess—we’re treated like criminals.
Valentina was the most mischievous of her six siblings. She played, ran, and had fun during the night. As I used to say, “she had joy in her little paws.”
However, during the day, with the school full of children, all the cats would stay on a canopy at the entrance, never coming down until the place was empty.
Rain or shine, the entire family spent over eight hours a day balancing on that curved surface, trying not to fall. It broke my heart to look out the window of my apartment and see them there, especially in bad weather.
One beautiful night, Valentina was in her usual playful mood and jumped onto the roof of the neighboring house, which had been vacant for a while.
In a brief moment of excitement, she slipped and fell from the roof. I was feeding the cats and had a front-row seat to the whole scene.
Still very young, she was now separated from her mother and siblings. She couldn’t make her way back to the school, and she wouldn’t let me get close enough to try to rescue her.
The house had high walls, and even when I climbed over them, she would run into a corridor where I couldn’t reach her.
And so it went on for three long weeks.
I brought food, left water, but still, I could hear her cries from my apartment at night. She meowed so loudly, as if desperately calling for her family.
It may sound a bit dramatic, but that’s exactly how it felt every time she began her nightly cries for help.
My wife and I were new to rescuing cats. We didn’t have the right tools or any experience that could make things easier.
But we learned a tough lesson—if you want to capture a cat, you have to make them hungry enough for desperation to lower their defenses.
So, with heavy hearts, we didn’t feed her one night. And let me tell you, she did not take it well!
The next day, she was more desperate than usual, and by then, she knew that our presence meant food.
She began approaching us—hesitant, but taking one step forward and two steps back.
My wife and I jumped over the wall and started closing in on her—I had the food, and my wife was in position behind her.
At one point, she got close enough and began to eat. That’s when my wife, with a skill that surprised me, threw a blanket over her and jumped on top like a pro wrestler.
Even now, just thinking about that moment makes me laugh!
But we had won—the little cat was finally safe in our hands.
That was just the first step. The second part of the rescue—the care before adoption—was about to begin.
If I may extend this post a little, I’d like to talk about this process, because it’s the most delicate—and expensive—part.
When we rescue a cat, the first step is quarantine, keeping them in a space with no contact with other cats overnight.
The next morning, a vet visit is essential to check the animal’s overall health.
That includes clinical exams, blood tests, vaccinations, deworming, possible treatments, and later, spaying or neutering (which I can talk about in another post).
Finally, she was ready for a new home—a safe place, full of comfort and food in abundance.
It’s well known that cats struggle with changes in routine, so we expected a stray cat to be skittish and aggressive at first. And that’s exactly what happened—lots of swipes, scratches, and complete refusal to let us near her.
And so, her nickname was born.
Days turned into weeks, and weeks into months. Even after all that time, she remained aggressive, clearly still fearful of humans.
It was obvious that those days without food had left a deep trauma.
The battle lasted over two years. Slowly, we helped the little fireball get used to human contact and to receiving affection.
Today, after more than six years, she’s much more accepting—sometimes even asking for scratches!
But still, at the first sign of rain, she runs straight under the bed.
I truly believe cats have a much better memory than we think.
And that was the journey of our second family member. I hope you enjoyed it!
The next post will come in double dose—introducing the third and fourth members of the family, the “patrol brothers.”
Thank you so much for your time—see you soon!
P.S. Imagens inicial e tradução feitas por IA
Bzzzrrr! Que história incrível, @jmbpablitito! Valentina, a gatinha guerreira, parece que tem uma história pra lá de emocionante! Fico imaginando como você conseguiu resgatá-la e como é viver com esses animais de rua. Boa sorte para o próximo capítulo, espero ansiosamente para saber o que vai acontecer com o diabo branco!
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